Abaixo trago uma história que li a algum tempo, acredito que muitos já conheçam, mas mesmo para aqueles que conhecem vale relembrar e para aqueles que ainda não viram aí está… A história é fictícia e esta sendo contada com minhas palavras…
João era porteiro de um clube em uma humilde cidade do interior do Ceará, chamada Fictícia, há muito tempo ele trabalhava naquela função e naquele estabelecimento, conhecia boa parte da clientela e tinha um bom relacionamento com todos que trabalhavam naquele estabelecimento desde o chefe ao faxineiro, era simpático, sabia atender bem e nunca foi visto reclamando do trabalho. Um certo dia porém, o Sr. José, dono do estabelecimento, chamou João para uma conversa, pois queria lhe explicar como iria funcionar a partir de agora o sistema de controle na portaria, a partir daquela data Sr. João teria que conferir um cartão que estava sendo confeccionado para todos os associados e somente permitir a entrada daqueles que estivessem em situação regular com o clube, que viria explicito no cartão, após toda a explicação sr. João olhou cabisbaixo para o chefe e lhe revelou que não sabia ler nem escrever, na hora o chefe ficou surpreso e não sabia o que fazer, mas não viu outra forma a não ser demitir João, que por mais que fosse um bom funcionário, não seria capaz de desempenhar mais aquela função.
João ficou muito triste por ter que sair do seu emprego e todos sentiram a falta dele, porém como forma de compensá-lo seu chefe além de lhe assegurar todos os direitos ainda pagou uma pequena quantia, para ajudar seu ex-porteiro, agora desempregado… Sem saber o que fazer e sem tempo a perder João começou a pensar em como poderia investir aquele dinheiro de forma que lhe trouxesse retorno e pois-se a pensar no que gostava e sabia fazer, logo lembrou então da arte da marcenaria que aprenderá com seu pai ainda quando criança, decidiu então dedicar-se a carreira de marceneiro, de agora em diante iria fazer e consertar móveis e utensílios de madeira.
O primeiro passo para que João começasse sua nova função era a aquisição das ferramentas necessárias, que não tinham para vender naquela humilde cidade, ele teve então que viajar muitos quilômetros em sua carroça para adquirir o material e no caminho de volta ao parar em uma das cidades antes de chegar em Fictícia João foi abordado por um senhor que viu o material que estava na carroça e perguntava insistentemente o valor das peças, pois ele precisava para começar um trabalho, de inicio João não queria vender, visto que lhe deu muito trabalho ir comprar tão longe as ferramentas, mas vendo que o homem estava disposto a pagar uma boa quantia João fechou o negócio e notou aí uma oportunidade, viu que não era só ele ou aquele senhor que precisavam de materiais e que a única loja que tinha essas ferramentas ficava muito distante e nem todos tinham como ir, foi então que João passou a vender ferramentas para marceneiros, pedreiros, serralheiros e em pouco tempo abriu, com ajuda dos filhos, sua loja de material de construção e a loja prosperou, tanto que João resolveu abrir sua oficina de marcenaria para fabricar móveis, portas, janelas e utensílios de madeira.
Com o passar dos anos João tornou-se o empresário mais conhecido na cidade de Fictícia e cidades vizinhas, pois hoje sua fábrica de móveis atraía investimentos para a cidade e gerava emprego e renda, e em meio a tanto desenvolvimento foi que o prefeito da cidade resolveu homenagear o empresário João com a chave da cidade. No auge da cerimonia o prefeito acabara de falar e chega a vez de Sr. João discursar, e o prefeito acha estranho que João não tenha nenhum rascunho para suas falas, ao final da cerimonia o prefeito curioso pergunta ao empresário o porquê de ele não anotar nada em um papel, e é então que João confessa que é analfabeto, surpreso o prefeito exclama: “ Se o senhor tem o que tem sem saber ler e escrever, imagine o que seria hoje se fosse alfabetizado”, João pega no ombro do prefeito com firmeza e fala sorrindo: “Eu certamente ainda seria porteiro de clube.”
Dessa história tiramos um exemplo de uma pessoa que tornou-se um empreendedora, que acreditou na sua ideia e no seu trabalho, superou obstáculos e que também soube enxergar oportunidades.
Lógico que a história é fantasiosa, mas fica a dica para não desistirmos na primeira “cabeçada”, para acreditar no seu potencial e para observar as oportunidades que estão ao seu redor!

1 comentário
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24/01/2010 às 8:55
Millor Machado
VIctor,
Muito boa essa história! Eu ainda não conhecia.
Eu pessoalmente acredito muito no poder da preparação, você precisa estar pronto quando a oportunidade aparecer. No caso de João, essa preparação aparece de 2 formas: os conhecimentos de marcenaria que tinha quando criança e saber lidar com pessoas.
E também não tenho dúvidas de que limitação de recursos te forçam a ser mais criativo.
Abraços!